Seguiram para o
estacionamento e então Zé disse para ele que tinha uma surpresa. Pereira
ficou logo ansioso e perguntou se ali ainda cabia outra, pois para ele o seu
amigo já estaria no circuito do carnaval há pelo menos duas horas. Os dois
riram sem parar, mas Zé continuou: - Não
Pereira, é isso aqui - e então tirou da sacolinha um abadá de um
grande bloco. - É seu! - Pereira,
nesse momento, ficou sem palavras, não sabia o que dizer. Algo desconfortável
se instalou naquele momento. Ele pegou a camisa, olhou-a...olhou-a... e buscando uma forma delicada disse para o
amigo: - Zé, … olha,... eu fiquei muito
feliz. .... muito feliz mesmo, mas... sair em bloco não estava nos meus
planos, amigo”. Pereira realmente não queria sair em bloco. Ele queria ser
livre como os baianos. Queria correr atrás dos trios. Queria andar
livremente. Conhecer todas as tribos. - Definitivamente, ele não queria ficar preso a blocos ou camarotes.
- ôxe! Mas .. Pereira é a Banda Tribo Verde!. ..Que você ama cara! -
Disse o amigo um tanto decepcionado. - Me
perdoa, meu amigo. Na minha terra tem o
Carnaboi e nós brincamos livremente, à vontade. Você me entende?- Zé
passou a entender o amigo naquele momento, e depois de um tempo em silêncio
disse: - você tem razão!.. também
não quero mais sair em bloco.- Pela janela do carro eles avistam um
homem que varria a rua, o chamam e
perguntam se ele brinca o carnaval, e o mesmo responde que ali não era
coisa para ele não.- É para quem tem “bucha”. - Os dois
riram e insistiram perguntando ao homem se ele não queria brincar o carnaval
em um bloco ao mesmo tempo em que mostram o abadá para ele. - vixe!
disse o homem. - isso é coisa fina.
Não é pra mim não! Se eu entrar ali vão achar que sou ladrão ou que roubei de
alguém.” - Que nada! - disse Zé. - Qualquer coisa mostra a nota da compra aqui ó - tirando do
bolso o recibo de compra. - ah sim,
leve sua esposa também .. ou a namorada – E lhe entrega o outro
abadá. O homem, feliz da vida, lhe agradece com um olhar terno mas, ainda assim, pergunta
para eles: - E por que vocês não vão
brincar? Pereira responde: - Quero é viver nesse carnaval!!.
Então, eles se retiram no carro até que
Pereira se pergunta: - como ele vai brincar o carnaval provavelmente sem
dinheiro?! Os dois se olham após essa reflexão, e então dão marcha à ré e
entregam para o varredor R$ 50,00. - Para você se divertir, tá bem?! O homem,
mais uma vez, fica sensibilizado com aquele
gesto tão bondoso feito por dois jovens que naquela idade deles poderiam
estar preocupados mais com a folia do que com um simples gari que todos os
dias tem a sua presença abstraída por centenas de pessoas que passam por ele.
Seguiram os dois então
diretamente para o circuito Barra/Ondina sem nem mesmo passar pela casa do
amigo baiano. Pereira trocou de roupa ali mesmo dentro do carro, tirou a
calça e a camisa revelando um corpo escultural e vestiu um short verde, cor, inclusive, que era a paixão dele, provavelmente, pelo
contato com o verde da mata que permeou toda a sua vida. Cantava em voz alta uma música da sua terra,
trocando a palavra “vermelho” por “verde” da letra. Chegando ao circuito, de cara, ele avistou
um trio. Logo saiu correndo atrás, abraçando a
todos que esbarravam nele, pedindo desculpas e indo na direção em que o trio
seguia.
Próximo ao final do
percurso no bairro de Ondina, os dois, já
exaustos, param para beber um açaí, pois
cerveja não era a bebida deles. Foram então caminhando em direção à praia com
muita dificuldade de cruzar a rua, já que um bloco afro se aproximava dali, e
então os dois passaram a dançar no ritmo dos tambores que ali ecoavam. Por
fim, conseguiram chegar à areia daquela praia onde vários casais se
enamoravam com um frenesi de deixar Eros derreter de febre. Procuraram um
lugar mais próximo da beira da praia, sentaram-se e passaram a contemplar as
estrelas e o mar ao som dos trios que vinham de longe.
Após um longo período de
contemplação, Zé olhou nos olhos de Pereira e perguntou para ele se havia
alguma coisa que ele queria dizer, mas que estava sem saber como começar.
Pereira, nesse momento o olhou fixamente, ficou
um tempo em silêncio... após o vazio, ele olhou para o céu e disse apontando
para cima: - tá vendo ali o Cruzeiro
do Sul? Mais para a esquerda, ali naquela
direção, está a estrela que representa meu
Estado.... Passei toda minha vida olhando para ela..- Neste momento, ele não segura a emoção e passa a relatar o
ocorrido com seu pai. - eu tinha 11
anos, era noite de lua cheia quando estávamos, eu, minha mãe e meu pai sentados
à beira do rio olhando as estrelas e meu velho me explicava tudo sobre elas.
Ele tinha uma predileção por essa estrela, a Procyon, a mais brilhante da
Constelação de Cão Menor.
Zé ouvia atentamente o que
seu amigo relatava, estava completamente envolvido naquela história que
prometia ter um final trágico diante da profunda tristeza com que era contada
pelo seu narrador. Pereira estava mergulhado em lembranças de um passado que
não estava tão longe, pois tinham passado sete anos, desde o ocorrido, e suas
lembranças eram muito detalhadas ao ponto de os sons dos trios se
transformarem em sons de insetos e barulho de água de rios. As cores das
luzes e dos holofotes vindos de trás dos camarotes se transformavam
estranhamente em vaga-lumes e insetos que brilham ao voar. Aquelas estrelas
da música automaticamente perdiam o brilho para as estrelas agora daquele céu
de Tefé, sua cidade natal.
Então Pereira continuava a
narrar aquele fato que cada vez mais o deixava triste, a reviver a história
como se ela estivesse ali acontecendo, naquele momento.
- Ele era o defensor da floresta e das seringueiras... As minas do
“Ouro branco” que eram cobiçadas por todos os ambiciosos fazendeiros de lá,
os “Caboclos Ruins”. O meu pai tinha uma grande preocupação com as árvores de
Caucho, elas produzem um tipo de látex que nosso povo utiliza para a
fabricação de produtos de uso próprio ou para o escambo nas feiras. Não tinha
valor comercial para as grandes indústrias. Foi dessa forma que ele adquiriu
uma legião de inimigos na região, pois nas feiras subia em caixotes e ali
fazia as denúncias das derrubadas das árvores para dar lugar às outras com
maior interesse comercial. Meu pai colecionou de verdade muitos inimigos
durante alguns anos... Você sabia que aqui em sua terra também houve a
exploração de seringueiras? - Perguntou Pereira olhando subitamente
para Zé que estava muito compenetrado ouvindo aquela história, que a cada
momento ia despertando mais o seu interesse. - Não! - Respondeu ele balançando ao mesmo tempo a cabeça que
concordava com a sua resposta negativa. - Pois é.. Meu pai me contava que o governo daqui trouxe para cá no
século passado essa forma de extrativismo, assim como alguns outros estados
como São Paulo.
Zé estava muito curioso e
preocupado com o desfecho da história que seu amigo lhe relatava e então no
ímpeto ele pergunta: - E então, seu pai? Pereira aponta para o céu e mostra
uma luz movimentando-se. Olha que
lindo! No céu da minha terra vemos essas estrelas bem mais próximas de nós.
.... (acendendo e tragando um cigarro de palha) meu pai... ele estava ali junto com a gente alegre e falando sobre a
natureza, coisa que era comum, e a gente gostava muito de ouvir aquelas
coisas. Ele ensinava o respeito que deveríamos ter com cada coisa que brotava
do chão, ele dizia sempre que ali era o presente que Deus mandava através da
mãe terra, e que deveríamos cuidar dele. De repente, apareceu do outro lado
da nossa porta do fundo um homem com um chapéu muito grande, era um
“regatão”! Zé interrompendo ele, pergunta: Mas o que é um regatão? Pereira - é um comerciante que sai nos barcos descendo rio abaixo trocando
mercadorias por borracha. O problema deles é que eles vendem suas mercadorias
como, alimentos, bebidas e redes por um preço exorbitante e recebem a
borracha por um preço absurdamente baixo. Meu pai não aceitava aquilo
e incentivava a todos a não trocar suas mercadorias daquela forma... Pois
ali, agora, estava um em frente da gente, o que o separava de nós era um
riacho que passava no meio. Quando meu pai o avistou logo pressentiu o perigo
e rapidamente pediu para que a gente entrasse e foi em direção do homem.
Minha mãe viu de longe uma faca que ele trazia escondida na parte anterior do
antebraço, e então ela gritava meu pai pedindo que ele não fosse, mas meu pai
não acreditava na maldade extrema humana e foi ao encontro de seu algoz. - Pereira
nesse momento engasga e por alguns instantes chora desesperadamente recebendo
então o conforto do ombro de seu amigo que também ali já tinha os olhos
completamente irrigados de lágrimas. Calma, calma.. Dizia o amigo solidário
àquela dor. Os dois se mantêm abraçados por um longo período.
Depois de algum tempo os
dois já refeitos daquele sofrimento, se apartam um tanto constrangidos
daquele abraço prolongado.- Bom... é
hora de ser feliz né? Disse Pereira levantando-se e dando a mão para que o
amigo também se erguesse. - Olha! Escuta o som... é sua banda preferida! -
Com muita felicidade falava o Zé. É
justamente a Banda Tribo Verde, Pereira. Vamos! Verdade Zé.. essa música era
muito tocada há sete anos lá em minha terra.
E então os dois saíram pelo
meio do povo pulando e cantando a música que vinha de longe de cima do trio,
afinal era a banda preferida dele, que provavelmente o incentivou muito a ida
dele ao carnaval baiano, e então os dois seguiam ao seu encontro. No rosto de
Pereira aquela tristeza, que há pouco existia, parecia nunca ter de fato
existido. Aquele momento era transformador em sua vida. Parecia então que não
haveria mais tristeza, que o carnaval iria levar todas as lembranças negativas
do passado, embora junto com a chuva forte que naquele momento começava a
cair em cima dos foliões - que também não davam importância para ela, aliás,
eles queriam era muito mais pois só assim aquele calor que certamente
ultrapassava os 40°C -, iria aliviar o sufoco daqueles corpos suados e
colados uns aos outros que pela falta de espaço pareciam formar um único
corpo.
Para Pereira e Zé tudo era
muito bom, eles estavam juntos e curtindo aquele carnaval que iria marcar
suas mentes para sempre. Era o carnaval da maioridade de Pereira e sua
primeira vez. Sim, era sua primeira vez! Do ponto de vista de Pereira aquela
chuva que batia em seu rosto lhe chegava como serpentinas. Para Zé, era tudo
purpurina, era tudo brilho. Seus olhos, assim como a chuva, também brilhavam
ao sentir o brilho nos olhos de seu amigo. Ele, no fundo, se sentia orgulhoso
de poder proporcionar, de certa forma, aquela felicidade verdadeira para o
Pereira. Foi Zé que o convidou para isso, desde sempre. Foi ele quem mandava
notícias das coisas da terrinha, incentivando e ativando o desejo do parceiro
em conhecer, de fato, aquele lugar. E agora tudo se realizava ali em sua
frente.
Os dois continuavam a
seguir ao encontro da banda preferida. Juntos formavam a verdadeira cara do
folião brasileiro: Os Zés-Pereiras. E assim eles gostavam de ser chamados
pelas pessoas que iam conhecendo pelas ruas do circuito do carnaval baiano.
Eles já se sentiam um só. Eles juntos eram o verdadeiro “Zé Pereira”.
Inacreditavelmente, eles
conseguiram finalmente chegar no Farol da Barra onde sua banda preferida
estava iniciando o seu desfile, era a Tribo Verde, a melhor banda do carnaval
baiano para Pereira, ela era tudo de bom, pois trazia em suas letras
mensagens positivas, de respeito a liberdade e igualdade e à natureza. Eles
comungavam dos mesmos princípios. A felicidade de Pereira era
assustadoramente incontrolável, tanto que seu amigo, o tempo todo, o protegia
da multidão, para que ele não fosse esmagado pelo povo, pois ele gritava,
pulava e cantava as músicas como um verdadeiro fã, ou mais que fã. Ele nutria
uma devoção muito grande pela banda como se fosse uma religião e ele um
seguidor fiel. Embora a alegria dele ao ver outras bandas fosse grande, nada
se comparava àquela agora.
O tumulto era grande, o som
era estridente que ensurdecia qualquer mau ouvinte. As pessoas não se
comportavam bem no trajeto, elas se empurravam com exageros.Começava ali a se
estabelecer um clima tenso onde a pancadaria já era evidente, pois os
cordeiros daquele bloco se comportavam muito mal, eram muito agressivos e
violentos com o folião-pipoca, como se o espaço da avenida tivesse sido
alugado para eles passarem, sem a presença de mais ninguém, senão os
integrantes do cordão. Nesse momento, Pereira é empurrado por um dos
cordeiros de uma maneira tão bruta que o mesmo cai no chão, levando antes com
ele um isopor de cervejas que estava atrás de si. Pereira caído é
imediatamente socorrido pelo fiel amigo, que desesperado começa a discutir
com o autor de tamanha agressão. E o mesmo agressor reagiu com soco em seu
rosto. A confusão passou a ser generalizada. O cordeiro fugiu para outro lado
do bloco, deixando para trás a confusão provocada por ele. O cantor, ao
perceber lá de cima a confusão, parou o som e começou a pedir a presença da
polícia ali para resolver a confusão, pois segundo ele, os seus integrantes
não podiam passar por aquilo, já que estavam dentro do bloco e deveria haver
a segurança máxima. - Não é
possível! Dizia ele do alto do trio, em seu microfone, que até
momentos antes pregava a igualdade e o respeito pelo outro. - Como esses cidadãos... se é que são
cidadãos né?! Podem vir para
a cidade para destruir a paz e alegria do outro?! - A polícia nesse
momento chega com uma tropa de homens com caras nada agradáveis de se ver, e
o cantor continua: - policial!
Policial! Olha, aquele ali já está desde o início criando problemas. Eu mesmo
avistei ele de longe pulando de maneira agressiva, batendo nos outros com
seus cotovelos! - E então ele aponta para o Pereira que acabava
de se recompor da queda. O mesmo sem acreditar no que via, dizia apontando
para si:- Eu?! Olhando para os
lados para ver se não era outra pessoa. E o cantor continuava - Esse
aí mesmo! É um baderneiro. Prende esse cara por favor! - A polícia
avança em direção do rapaz para prendê-lo e o mesmo se recusa, assim como seu
amigo indignado, toma a sua frente e gritava que não era ele. Que ele era um
folião e fã da banda. Jamais um baderneiro. A polícia com a ira
incontrolável, batia muito em Pereira e em Zé com cassetetes e socos. O mesmo
não conseguia se desvencilhar das pancadas. Eram muitos homens espancando
dois infelizes rapazes, que, mesmo imobilizados e algemados, ainda assim,
apanhavam muito, ao tempo em que eram levados na fila dos policiais. As
pessoas ficaram revoltadas com aquilo, mas nada podiam fazer, pois se sentiam
impotentes diante daquela força policial.
Enquanto os dois amigos
eram levados na fila dos policiais, aparecem, na frente do bloco, um homem
com sua parceira vestidos com o abadá do bloco brincando alegres e felizes.
Ele, ao avistar aqueles dois nas mãos dos policiais, sai correndo atrás,
gritando: - Parceiros! Parceiros! O
que aconteceu?! A polícia empurra o homem.- Sai, (aos berros) eles estavam era tentando acabar com a alegria de todos, inclusive a
sua que ta aí agora tentando defender os bandidos! Sai!
O homem não sabia de fato o
que acontecera, mas tinha a certeza - assim como tinha que estava vivo - de
que aqueles dois eram inocentes. Para! Esses meninos aí são gente do bem.
Argumentava o homem sem sucesso. Eles que me deram o abadá do bloco e pra
minha esposa também, mostrando a mulher e tirando o chapéu. Pereira e Zé o
olham e lembram do homem no aeroporto, mas a dor física naquele momento era
muito forte e os mesmos já não conseguiam mais concatenar as ideias.
Os dois continuam sendo
puxados pelas algemas por policiais que não demonstravam nenhum interesse em
facilitar as coisas para os dois. Ao olhar para um dos lados em que seguiam,
Pereira vê ali a possibilidade de fugir daquela tormenta que o deixava cada
vez mais debilitado e então num ato insano ele consegue correr fugindo assim
dos policiais que, imediatamente, correm em busca do mesmo. A perseguição é
implacável, e cansado Pereira sucumbe ao chão e é encontrado por um dos
policiais que ali mesmo aponta uma arma para ele. Ali no chão já com a visão
confusa, ele fala para o policial:- Ô moço, não fiz nada, apenas queria ver a
minha banda favorita. A Tribo Verde. Só isso... .tenho certeza que o senhor
não é assassino moço. O policial ainda ofegante da corrida, sem pena
diz para ele; - Assassino não é quem
puxa o gatilho, é quem provoca sua morte. Você foi quem se matou. - E
então dispara um tiro na cabeça de Pereira. Foi uma explosão naquele momento
de sonhos, planos, felicidade, retidão e frustração. Sim, nos seus olhos nos
últimos piscares havia a decepção e frustração de um jovem que queria apenas
amar as pessoas e fazê-las felizes. Nesse momento seu coração de verde passou
a vermelho da cor do sangue que escorria por entre seus olhos. Doce triste
jovem! Que destino perverso que o levou a findar-se pela exacerbação da
alegria que ainda ali continha.
O gari chega nesse momento
com a nota fiscal do bloco nas mãos, para mostrar ao policial, mas nada mais
consegue fazer, a não ser cair ao lado do corpo do jovem que estava ali
abandonado pelo policial mal-feitor. Ajoelhado com muitas lágrimas nos olhos
ele diz: ele só queria era viver nesse carnaval......
A partir disso não quis
mais saber de carnaval em Salvador. Fui para Tefé e passei a morar com os
familiares de Pereira que agora são meus também. Hoje me chamam de Zé Pereira
em homenagem ao meu amigo Zé e também uma referência à alegria dele com o
carnaval. Decidi após dezoito anos voltar para rever as pessoas que deixei
por aqui. É carnaval na cidade e as lembranças são muito fortes. Não sei se
estou preparado, mas preciso vivenciar isso para exorcizar esse grande trauma
em minha vida.
Ao chegar no estacionamento
do aeroporto avistei um rapaz ao telefone público com as características
físicas idênticas às de Pereira . imediatamente corri e o abordei, o rapaz
virou-se de frente para mim e logo percebi o engano da minha mente. O rapaz
ao me olhar responde: - Olá, tudo bem? Veio passar o carnaval aqui? - Eu sem graça pela minha estúpida abordagem
respondi: - Sim,
eu estava esperando um amigo e pensei que ... - O rapaz responde:- Engraçado.. eu também estava
esperando aqui um amigo de Manaus mas ele parece que não veio nesse voo. Os
dois riem muito e apertam as mãos.
Fim.
Nildson B. Veloso
Revisão: Geraldo e Isadora Seara
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